Pesquisa revela que mulher ainda é a maior vítima de crimes no Rio

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Segundo dados da 10ª edição do Dossiê Mulher, as mulheres fluminenses ainda são as maiores vítimas dos crimes de estupro (83,2%), tentativa de estupro (91,3%), calúnia, injúria e difamação (73,6%), ameaça (65,5%) e lesão corporal dolosa (64,0%) no estado. O documento com os números foi elaborado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) e apresentado, nesta quarta-feira (08/04), durante reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) que apura as causas da violência contra a mulher. Pesquisadora do ISP, Andreia Soares Pinto revelou que grande parte desses delitos ocorre no espaço doméstico e no ambiente familiar.
“Em 2014, os números sobre o padrão da violência contra a mulher praticamente se repetiram com relação aos últimos anos. No fim do mês, lançaremos a íntegra do dossiê e poderemos fazer uma análise melhor desses dados”, disse Andreia. De acordo com a pesquisadora, 11 delitos foram analisados. São: tentativa de homicídio, homicídio doloso, lesão corporal dolosa, tentativa de estupro, estupro, calúnia/difamação/injúria, dano, violação de domicílio, supressão de documento, ameaça e constrangimento ilegal.
De acordo com ela, esses delitos dão conta das cinco esferas da violência: física, psicológica, moral, sexual e patrimonial. “Percebemos que crimes como lesão estacionaram, mas tentativa de estupro e tentativa de homicídio aumentaram no número de registros. Isso quer dizer também que aumentou o percentual de companheiros e ex-companheiros que foram acusados desses crimes. Posso adiantar que esse é um diferencial do relatório”, afirmou Andreia.
A subsecretária de Políticas para as Mulheres, Marisa Chaves, informou que, através dos Centros Integrados de Atendimento à Mulher (Ciam), 5.577 atendimentos foram prestados a mulheres vítimas de violência no estado no ano passado e que foi observada uma mudança no padrão de comportamento. “Percebemos que as mulheres estão sabendo mais da Lei Maria da Penha e têm procurado ajuda na fase inicial da tensão, que é justamente na violência moral e psicológica. Anteriormente, as mulheres procuravam os centros de atenção e a polícia, quando sofriam violência física”, explicou Marisa.
Para a presidente da CPI, deputada Martha Rocha (PSD), a falta de investimento em políticas públicas para a parcela feminina contribuem para a vitimização da mulher. “É uma área que precisa de investimento. Não podemos voltar os nossos esforços só para a capital, devemos também cuidar do interior. Dos 92 municípios, somente 27 têm políticas públicas voltadas para a mulher. Essa realidade precisa mudar”, disse a parlamentar.
As deputadas Ana Paula Rechuan (PMDB), Enfermeira Rejane (PCdoB), Zeidan (PT) e Márcia Jeovani (PR) também participaram da reunião

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